sábado, 14 de abril de 2012

Medicina da Conservação


A Medicina da Conservação constitui uma nova ciência, voltada para enfrentar a ameaça crescente que agentes etiológicos, dos mais diversos tipos, afligem sobre a riqueza biológica do planeta. Caracterizada principalmente por dois componentes básicos: pesquisa e ação; essa ciência opera fundamentalmente composta por equipes profissionais multidisciplinares, capazes de transpor limites clássicos das suas profissões. Nesse capítulo serão abordados temas conceituais, históricos e metodológicos referentes a essa nova ciência.

É considerada como uma ciência essencialmente “transdiciplinar”, foi sugerida e denominada pela primeira vez em 1996 por Koch3 que mencionou o estudo dos contextos ecológicos inter-relacionados à saúde, sendo assim superficial tratá-la apenas como um tema. Entretanto, devido principalmente ao fato de tratar-se uma ciência recente e, portanto ainda em formação, sofre atualmente pela carência de profissionais dispostos e habilitados a transpor alguns conceitos inerentes às suas disciplinas originais. Adicionalmente, a premente necessidade de definir e corroborar alguns conceitos particulares dessa ciência, por vezes faz parecer que a Medicina da Conservação trata-se de apenas mais uma disciplina, a qual Médicos Veterinários podem ou devem atuar. Entretanto, seria mais preciso considerar a Medicina de Animais Selvagens e todas as suas áreas de proficiência, e particularidades específicas, como disciplinas que contribuem na construção dessa nova ciência. Dessa forma, como definição a “Medicina da Conservação é a ciência para crise da saúde ambiental e a conseqüente perda da diversidade biológica, desenvolvida por meio de transdisciplinaridade na execução de pesquisas, ações de manejo e políticas públicas ambientais voltadas à manutenção da saúde de todas as comunidades biológicas e seus ecossistemas”.

Finalmente, deve-se considerar que atuar em Medicina da Conservação é trabalhar para manter a diversidade biológica e conseqüentemente a qualidade de vida para pessoas, espécies domésticas e selvagens, sobretudo com intenção de manter em um Ambiente Saudável a plena saúde ecológica.

Originalmente a Medicina da Conservação se praticou a partir da conexão entre saúde humana, saúde animal e saúde do ecossistema (Fig. 1), avaliando por um lado as múltiplas interações entre patógenos e doenças e, por outro lado, entre espécies e ecossistemas.9 Contudo, considerando as inter-relações e a complexidade dos processos que ordenam os ambientes na Terra, pode-se conceituar que a Saúde Ambiental é dependente da conjunção da Saúde Humana, Saúde Animal e Saúde Vegetal, o que garante a Saúde de todo o Ecossistema

A Medicina da Conservação deve ser considerada transdisciplina, pois necessita da integração e da transposição de conhecimento de diferentes disciplinas, pois requer a atuação conjunta de profissionais de diversas áreas, abordando os complexos aspectos da interseção entre saúde e ambiente.





Referencia: 



MANGINI, P. R.; SILVA, J. C. R. Medicina da conservação: aspectos gerais. In: CUBAS, Z. S. C.; SILVA, J. C. R.; CATÃO-DIAS, J. L. Tratado de animais selvagens: medicina veterinária. São Paulo: Roca, 2006.


Fauna silvestre


Instrução Normativa nº 169, de 20 de fevereiro de 2008 - Instituir e normatizar as categorias de uso e manejo da fauna silvestre em cativeiro em território brasileiro, visando atender às finalidades socioculturais, de pesquisa científica, de conservação, de exposição, de manutenção, de criação, de reprodução, de comercialização,de abate e de beneficiamento de produtos e subprodutos, constantes do Cadastro Técnico Federal (CTF) de Atividades Potencialmente Poluidoras ou Utilizadoras de Recursos Naturais;

Caatinga

Exclusivamente brasileiro, a Caatinga ocupa cerca de 11% do país (844.453 Km²), sendo o principal ecossistema/bioma da região nordeste. A caatinga é o bioma menos conhecido do país, já que se realizaram poucas coletas no mesmo. No entanto, os dados mais atuais indicam uma grande riqueza de ambientes e espécies, com 932 espécies de plantas, 148 de mamíferos e 510 de aves, por exemplo, sendo que muitas destas espécies ocorrem somente na caatinga.

SISPASS - Sistema de Cadastro de Criadores Amadoristas de Passaros

Reabilitação de animais Silvestre no Cemafauna-Caatinga


Guaxinim filhotes (Procyon cacrivorus)

 


 Jovem Guaxinim - Cemafauna-Caatinga



Filhotes de Onça Parda (Puma concolor) 





Tamandua-mirim no Cemafauna-Caatinga


quarta-feira, 27 de abril de 2011

Tráfico de Animais Silvestres - Crime Cotidiano

O tráfico de animais silvestres figura como a terceira atividade ilegal mais rentável no mundo, superado apenas pelo tráfico de armas e o de entorpecentes sendo, entretanto, sabido que estas três atividades se interligam, abastecendo-se mutuamente. Neste quadro, o bioma caatinga tem sido alvo da exploração ilegal atraves da captura de diversas espécies, sendo as aves as maiores vítimas deste crime. Capturadas, ou simplesmente coletadas dos ninhos na fase de filhote, pássaros e aves são vítimas de maus tratos que muitas vezes levam à morte estes animais. Além das aves, espécies de répteis como iguanas, teius, jabutis e até mesmo algumas serpentes e aranhas, são muito valorizadas no mercado negro, e por isso despertam grande interesse por parte dos traficantes que buscam nesta atividade a obtenção de lucro fácil e rápido para suprirem as necessidade de outras atividade ilegais. Segundo estimativas do IBAMA, cerca de 12 milhões de animais silvestres são retirados de seu habitat natural, anualmente.

foto de Roberto Cabral Borges

foto de Roberto Cabral Borges
 
Comum desde o tempo do Brasil Colônia, quando os colonizadores que aqui chegavam deslumbraram-se com a exuberância de nossas matas e a magnífica diversidade de nossa fauna, a prática de se manter animais silvestres em cativeiro vinha sendo tolerada a até bem pouco tempo. Importa porém, observar que alterações na legislação tipificaram tal prática corriqueira, como crime, punido severamente pela Lei. Felizmente, embora tardiamente para muitas espécies , o mundo tem despertado, ainda que lentamente, para a importância e risco desta interferência na sustentabilidade dos biomas onde a extinção de uma única espécie pode levar ao desaparecimento de inúmeras outras, num trágico "efeito dominó".

foto de Roberto Cabral Borges


Cabe a cada um de nós a tarefa de agir, verdadeiramente, em prol da conservação das espécies de nossa fauna e de seus habitats.
 
Faça, você, a sua parte!

Não compre animais silvestres ilegais! O mercado ilegal só existe em razão das pessoas que a ele recorrem.

Não capture animais silvestres!

Troque a armadilha por um binóculo!

Substitua a arma, por uma câmera fotográfica!

Admire e desfrute da natureza, sem destruí-la!

foto de Lúcio Serapião





Em liberdade, o canto do pássaro é ainda mais belo. E suas cores, muito mais vibrantes.





foto de Lúcio Serapião

sábado, 23 de abril de 2011

Reabilitação

Trabalho de reabilitação

A reabilitação de animais silvestres não é uma tarefa fácil, pois os animais reabilitados devem ser devolvidos a natureza com o máximo possível dos seus hábitos naturais, perdendo totalmente o laço de interação que um dia tiveram com o homem. Somente desta forma é possível promover a conservação da fauna silvestre da caatinga que é bastante explorada ilegalmente. O cemafauna-Caatinga realiza este trabalho com muita responsabilidade e dedicação a cada um dos animais que passa por lá. Certamente a fauna da Caatinga agradece a determinação do Cemafauna em ajudar a preservar o máximo possível este bioma tão importante.

(Renata Souza)








Caatinga

A Caatinga tem mostrado uma pequena variedade da fauna terrestre, e dentre as poucas espécies de mamíferos e repetis registradas muitas estão  ameaçadas pelo homem. As aves também é um dos alvos do trafico ilegal de animais que é um fator que ajuda a entrarem na lista de animais ameaçados de extinção.


                                             Foto:http://www.integracao.gov.br/saofrancisco/noticias/impressao.asp?id=5763
“A proteção e o manejo da fauna silvestre em busca de sua conservação podem e devem ser feitos pelo Governo e a Sociedade de forma integrada no sentido de defender o que é de todos: o patrimônio natural do Brasil, bem de uso comum de todos os brasileiros e garantia para as futuras gerações.” 
(IBAMA)